Eu critico, logo penso

28/07/2008


Até quando o questionamento é válido? Questionar faz parte da democracia, abre nossos olhos para caminhos que podemos não enxergar no momento, ajudando nas decisões tomadas. Mas tais questionamentos devem vir acompanhados de argumentos lógicos e não idéias absurdas, sem nenhum embasamento. Tudo que é questionado tem mais chances de se aproximar da perfeição.

E você, tem o costume de questionar ou sente dificuldade, aceitando os fatos? Não vale mentir!

Confrajovem 2008

20/07/2008


Na última semana recebi um convite bastante inusitado. Ele veio do “xuxuzinho” da Daiane Paim. Um evento da Igreja Batista da Lagoinha, o Confrajovem, realizado durante toda a semana, com apresentação de bandas musicais. Apesar da minha posição religiosa, gostei muito da idéia, mesmo que, ao primeiro momento, a única coisa que me atraia era a presença do meu ex-ídolo Rodolfo Abrantes. Falando em Rodolfo, o meu raciocínio lógico já tinha se conformado e aceitado que ele não voltaria mais para A MAIOR BANDA DE ROCK QUE O BRASIL JÁ TEVE. Mas na verdade o meu inconsciente ainda tinha um pingo de esperança de que ele pudesse sentir falta dos grandes shows e voltar atrás. Ledo engano, Rodolfo mostrou que realmente está em outra, totalmente transformado e ainda pediu perdão por todo o lixo (?) que durante anos cantou. Opinião dele, claro. Senti um frio na espinha quando escutei ele dizer isso. Saí da igreja com um misto de tristeza e alegria. Um pouco triste por realmente não poder vê-lo nunca mais no rock. Mas conformado, pelo menos ele está feliz, se isso serve de consolo para um roqueiro e fã dos Raimundos.

Voltando ao evento, achei bacana. A idéia de agregar os valores da igreja com uma linguagem jovem é muito inteligente. É difícil convencer uma pessoa jovem, com a disposição que a idade permite para se divertir com outras tarefas, freqüentar igrejas. Se você conseguir agregar valores e ideologias com direcionamentos para cada tipo de pessoa, o sucesso é certo, acredito eu. As pessoas são diferentes e precisam de idéias e espaços destinados ao seu tipo de comportamento. Aliás, é disso que a Igreja Católica precisa para crescer entre os mais novos. O mundo muda e quem não acompanha essas mudanças sempre sairá perdendo.

Um aperto de mouse

Até!

OBS: Me desculpem aqueles que acham que Raimundos com Digão satisfaz. Seria a mesma coisa que Guns sem Axl, Paralamas sem Herbert ou Charlie Brown sem Chorão. Mas tudo é questão de opinião, claro!

CARTA ABERTA AO BRADESCO

11/07/2008


Senhores Diretores do Bradesco,

Gostaria de saber se os senhores aceitariam pagar uma taxa, uma pequena taxa mensal, pela existência da padaria na esquina de sua rua, ou pela existência do posto de gasolina ou da farmácia ou da feira, ou de qualquer outro desses serviços indispensáveis ao nosso dia-a-dia.

Funcionaria assim: todo mês os senhores, e todos os usuários, pagariam uma pequena taxa para a manutenção dos serviços (padaria, feira, mecânico, costureira, farmácia etc). Uma taxa que não garantiria nenhum direito extraordinário ao pagante.

Existente apenas para enriquecer os proprietários sob a alegação de que serviria para manter um serviço de alta qualidade.

Por qualquer produto adquirido (um pãozinho, um remédio, uns litros de combustível etc) o usuário pagaria os preços de mercado ou, dependendo do produto, até um pouquinho acima. Que tal?

Pois, ontem saí de seu Banco com a certeza que os senhores concordariam com tais taxas.
Por uma questão de equidade e de honestidade.

Minha certeza deriva de um raciocínio simples. Vamos imaginar a seguinte cena: eu vou à padaria para comprar um pãozinho.
O padeiro me atende muito gentilmente. Vende o pãozinho. Cobra o embrulhar do pão, assim como, todo e qualquer serviço.

Além disso, me impõe taxas. Uma 'taxa de acesso ao pãozinho', outra 'taxa por guardar pão quentinho' e ainda uma 'taxa de abertura da padaria'. Tudo com muita cordialidade e muito profissionalismo, claro.

Fazendo uma comparação que talvez os padeiros não concordem, foi o que ocorreu comigo em seu Banco.

Financiei um carro. Ou seja, comprei um produto de seu negócio. Os senhores me cobraram preços de mercado.
Assim como o padeiro me cobra o preço de mercado pelo pãozinho.

Entretanto, diferentemente do padeiro, os senhores não se satisfazem me cobrando apenas pelo produto que adquiri.

Para ter acesso ao produto de seu negócio, os senhores me cobraram uma 'taxa de abertura de crédito' - equivalente àquela hipotética 'taxa de acesso ao pãozinho', que os senhores certamente achariam um absurdo e se negariam a pagar.

Não satisfeitos, para ter acesso ao pãozinho, digo, ao financiamento, fui obrigado a abrir uma conta corrente em seu Banco.

Para que isso fosse possível, os senhores me cobraram uma 'taxa de abertura de conta'.

Como só é possível fazer negócios com os senhores depois de abrir uma conta, essa 'taxa de abertura de conta' se assemelharia a uma 'taxa de abertura da padaria', pois, só é possível fazer negócios com o padeiro depois de abrir a padaria.

Antigamente, os empréstimos bancários eram popularmente conhecidos como papagaios'.
Para liberar o 'papagaio', alguns gerentes inescrupulosos cobravam um 'por fora', que era devidamente embolsado.
Fiquei com a impressão que o Banco resolveu se antecipar aos gerentes inescrupulosos.
Agora ao invés de um 'por fora' temos muitos 'por dentro'.

- Tirei um extrato de minha conta - um único extrato no mês - os senhores me cobraram uma taxa de R$ 5,00.
- Olhando o extrato, descobri uma outra taxa de R$ 7,90 'para a manutenção da conta' semelhante àquela
'taxa pela existência da padaria na esquina da rua'.
A surpresa não acabou:
- descobri outra taxa de R$ 22,00 a cada trimestre - uma taxa para manter um limite especial que não me dá nenhum direito. Se eu utilizar o limite especial vou pagar os juros (preços) mais altos do mundo - semelhante àquela 'taxa por guardar o pão quentinho'.

Mas, os senhores são insaciáveis. A gentil funcionária que me atendeu, me entregou um caderninho onde sou informado que me cobrarão taxas por toda e qualquer movimentação que eu fizer.

Cordialmente, retribuindo tanta gentileza, gostaria de alertar que os senhores esqueceram de me cobrar o ar que respirei enquanto estive nas instalações de seu Banco.

Por favor, me esclareçam uma dúvida: até agora não sei se comprei um financiamento ou se vendi a alma?

Depois que eu pagar as taxas correspondentes, talvez os senhores me respondam informando, muito cordial e profissionalmente, que um serviço bancário é muito diferente de uma padaria.
Que sua responsabilidade é muito grande, que existem inúmeras exigências governamentais, que os riscos do negócio são muito elevados etc e tal. E, ademais, tudo o que estão cobrando está devidamente coberto por lei, regulamentado e autorizado pelo Banco
Central.

Sei disso.

Como sei, também, que existem seguros e garantias legais que protegem seu negócio de todo e qualquer risco.
Presumo que os riscos de uma padaria, que não conta com o poder de influência dos senhores, talvez sejam muito mais elevados.

Sei que são legais. Mas, também sei que são imorais. Por mais que estejam garantidas em lei, tais taxas são uma imoralidade.


Repassem esta msg pra seus contatos, quem sabe, muda alguma coisa?
É como diz o velho ditado: a esperança é a última que morre!



'O MAIOR CASTIGO PARA AQUELES QUE NÃO SE INTERESSAM POR POLÍTICA
É QUE SERÃO GOVERNADOS PELOS QUE SE INTERESSAM' (Arnold Toynbee).

Novos tempos

10/07/2008




O ano de 2008 ficará marcado na televisão brasileira. Pela primeira vez na história do país, nunca se viu uma emissora de TV crescer tanto nos números da audiência em tão pouco tempo como a Rede Record vem conseguindo. E contra a matemática não há argumentos. A nova novela da Record, Chamas da Vida e Os Mutantes, estrearam com 19 pontos de audiência e vem mantendo essa média durante a semana. E na Globo, o caminho foi reverso. A emissora da família Marinho registrou a menor audiência da sua história em uma estréia de novela no horário nobre. A Favorita marcou 36 pontos na Grande São Paulo. Já o Jornal da Record, exibido no mesmo horário do Jornal Nacional, líder há mais de 15 anos, bateu a casa dos 20 pontos de audiência, fato inédito e muito comemorado pela emissora de Edir Macedo.

A Globo anda apavorada. As coisas não estão muito bem pelo lado da vênus platinada. Os números confirmam que a emissora global sofreu uma queda de 27% na audiência nos últimos quatro anos. O Fantástico, que tinha uma média dominical de 35 pontos, fechou o semestre com 26, enquanto o Domingo Espetacular, da Record, subiu de nove para 14 pontos. Para completar a crise, o Fala Brasil e o Hoje em Dia, matinais da Record, são líderes de audiência por toda a manhã, deixando Ana Maria Braga e os desenhos bem atrás nos números. Não podemos esquecer-nos da Record News, o primeiro canal com 24 horas de informação na TV aberta. Mais um ponto para Edir.

O segundo lugar em audiência é absoluto no Brasil inteiro a favor da Record. E os investimentos em busca do primeiro não param. Em setembro, a emissora irá inaugurar em Belo Horizonte uma nova News Room, com uma grande estrutura, possibilitando a Record Minas aumentar ainda mais os números de audiência. Aliás, números já comprovam que o Balanço Geral, jornalístico da hora do almoço, é dono do primeiro lugar, tirando da TV Alterosa/SBT o posto que há muitos anos ela ocupava. Definitivamente, a hegemonia da TV Globo chegou ao fim. O que muitos acreditavam ser impossível está acontecendo. E Rede Record entra de vez na briga para conquistar o primeiro lugar da audiência e ainda o título de maior emissora de televisão do Brasil. Quem ganha com isso somos nós, telespectadores.

Apocalyptica - The Unforgiven

06/07/2008

Os Imperdoáveis

Sangue novo junta-se a esta terra

E rapidamente ela é conquistada

Pela constante dôr e desgraça

O menino aprende as regras deles

Com o passar do tempo a criança cresce

Este pequeno chorão portou-se mal

Privado de todos os seus pensamentos

O jovem luta, sem para e por isso fica conhecido

Um juramento a si mesmo

Que nunca a partir deste dia

A sua vontade lhe irão roubar

O que eu sentia, o que eu sabia

Nunca transpareceu no que eu mostrava

Nunca ser, nunca ver

Jamais verei o que poderia ser

O que eu sentia, o que eu sabia

Nunca transpareceu no que eu mostrava

Nunca livre, nunca eu

Por isso nomeio-vos de imperdoáveis

Eles dedicam as suas vidas

A acabar com a dele

Ele tenta agradá-los

Este homem amargo

Por toda a sua vida

Constantemente batalha

Esta luta que ele não pode vencer

Um homem cansado que eles vêem, mas ele já não se importa

O velhote então prepara-se

Para morrer cheio de arrependimentos

Este velhote aqui... sou eu

O que eu sentia, o que eu sabia

Nunca transpareceu no que eu mostrava

Nunca ser, nunca ver

Jamais verei o que poderia ser

O que eu sentia, o que eu sabia

Nunca transpareceu no que eu mostrava

Nunca livre, nunca eu

Por isso nomeio-vos de imperdoáveis

Nunca livre, nunca eu

Por isso nomeio-vos de imperdoáveis

Vocês rotulam-me

Eu rotulo vocês

Por isso nomeio-vos de imperdoáveis

Vende-se um coração

02/07/2008


O amor é uma coisa engraçada. Ao mesmo tempo que é tão bom e lhe faz tão bem, pode ser tão ruim quanto um prato de beterraba cozida. Aliás, abrindo um parêntesis no assunto, vida longa aos vegetarianos que sentem um prazer inenarrável ao comer um prato de beterraba ou qualquer coisa verde que venha da horta. Eu jamais tive vontade de comer um prato de beterraba. E me orgulho disso. Dentes não são para comer apenas bananas. E não quero entrar na discussão sobre animais, por favor. Mas jamais vou sentir vontade de comer um prato de beterraba cozida... Jamais.

Como é bom ter alguém do seu lado, alguém que te faz sorrir, alguém que preencha seu coração de forma a não deixar espaços para a solidão. Alguém que você possa abraçar, fazer carinho ou apenas conversar. Mas é terrivelmente doloroso quando esta pessoa vai embora. Somente aqueles que já passaram pela situação sabem o quanto dói o sentimento da perda. Não estou dizendo apenas a relação entre namorados, mas também amigos, colegas, pais, mães, entre outros. Até mesmo o animal de estimação quando vai embora, machuca profundamente. É uma dor silenciosa, mas que faz estragos gigantescos, nos fazendo perder todo o sentido da vida. É natural a vontade de querer sumir, desaparecer, pois você se acostuma e não aceita viver sem aquilo. Ao acordar para a verdade, quando você percebe que não há mais volta, é um pesadelo sem fim. É um terremoto sentimental com um poder altamente destrutivo. Não há coração Word Trade Center que não caia diante desses terrorismos do amor.

Mas lembre-se que há vida após a tragédia. Nada poderá lhe impedir de ser feliz. Se não foi agora, será daqui um tempo. Sabe por quê? Por que você quer ser feliz e a partir do momento em que a pessoa busca essa felicidade, ela encontrará, mais cedo ou mais tarde. Não deixe que desilusões faça da sua vida um prato de beterraba cozida. Pense grande, pense alto, pense gostoso, pense em um rodízio de carne de R$ 60,00 do Baby Beef. Sinta prazer em buscar um grande amor, sinta prazer em buscar a felicidade. Se não encontrou hoje, encontrará amanhã ou depois. De um jeito ou de outro, pode apostar, ela vem.